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Mostrando postagens de novembro, 2012

E

De todos os poetas que viveram na noite da saudade que embeleza a alma  E Colocar para dormir todo o segredo E escancarar toda palavra crua

Home

O home veio me disse que a casa era minha. Me deu um monte de prato pra lavá e eu dei risada. Mais tarde comprô sua pacaia, fumou na porta e saiu de dento de casa. Esperei um bucado e ficou todo disconfiado quando não sabia mais inventá. Deu de manhã eu ainda acordada arrumano a casa pra ele de novo voltá. Chegou pra mais de dia no dia de ventania e um monte de risada. Entrô bebido das caxaça e quando não tinha mais graça, veio me buliná... Passou pra mais de fevereiro e não tinha mais bezerro que não soubesse berrá. Disse que amava e a vida sem eu não tem graça, que ia  voltá. Comprei até água de cheiro e mandei fazê até banheiro pra modi ele se banhá.   Agora veja que disgraça e passei mais cedo na praça lá no centro do arraiá, vi o home na fossa tudo sujo bosta.  C arcaça deixei lá pros urubu levá.

Escalpo

lascador de sovacos. Parte I Me segura me segura... Uma pedra só não basta, quem sabe uma lança ou uma navalha arma não, que não retalha Cortem ranquem os pedaços Tirem as vísceras pelos sovacos tudo já arquitetado lasco a orelha ouçam só os sopapos esfolem , quero sopa de escalpo Parte II Tenha piedade, tenha piedade... Pra não dizer que sou ruim Comprei uma Gilette Dessas de afinar as pernas da tal vedete Costuro sua nova piruca de petelhos da sua bunda Rancarei a cor dos seus olhos Que nem Magritte De seus culhões   farei  kitutes da Swift Pra finalizar, acendo a luz pra te ver lamentar.